Papo de Elevador

Vidas Negras Importam! E a Atlas Schindler se importa

Seguindo o nosso papel social de combate a todo tipo de preconceito e discriminação, promovemos de 16 a 20 de novembro a Semana da Consciência Negra baseada na informação e no debate, tópicos fundamentais na luta contra o racismo

POSTADO: 16:05H - 26/11/2020

Vidas Negras Importam! E a Atlas Schindler se importa

Durante a semana da Consciência Negra na Atlas Schindler elevamos ainda mais o nosso papel diário de combate às desigualdades e ao racismo. Com ações internas ao longo da semana, expandimos o nosso trabalho social por meio da informação e da propagação de obras e artistas que colaboram para o combate contra o preconceito.

Na Atlas Schindler, acreditamos que uma maneira fundamental de combate ao preconceito é através da informação e do conhecimento. Por isso, separamos uma série de obras, indicações e curiosidades para divulgarmos aos nossos colaboradores e toda a sociedade.

Confira algumas dicas que preparamos para expandir o conhecimento sobre o assunto:

Livros:

Executivos Negros: racismo e diversidade no mundo empresarial, de Pedro Jaime.

Aborda a inclusão do negro na sociedade brasileira, a partir da investigação do racismo e da diversidade no contexto empresarial paulistano, dando espaço, nesta obra, para as vozes de uma categoria social que denomina de executivos negros.

Um defeito de cor, de Ana Maria Gonçalves.

Conta a fascinante história de uma africana idosa, cega e à beira da morte, que viaja da África para o Brasil em busca do filho perdido há décadas. Ao longo dessa travessia, ela vai contando sua vida, marcada por mortes, estupros, violência e escravidão. Inserido em um histórico importante na formação do povo brasileiro e narrado de uma maneira original e pungente, na qual os fatos históricos estão imersos no cotidiano e na vida dos personagens.

Na minha pele, de Lazaro Ramos.

O genocídio do Negro Brasileiro, de Abdias Nascimento.

Uma das maiores referências na defesa dos direitos dos negros no Brasil, mesmo após sua morte Abdias Nascimento sobrepõe testemunhas pessoais, reflexões, comentários e críticas, opondo o discurso oficial sobre a condição social e cultural do negro brasileiro à realidade, descontruindo o que se convencionou chamar de democracia racial.

Outros livros importantes sobre o tema: Quarto do Despejo: diário de uma favelada; Nem preto, nem branco; muito pelo contrário; Mulheres, raça e classe; O sol é para todos; Laços de Sangue.

 

Documentários:

Menino 23: infâncias perdidas no Brasil

A partir da descoberta de tijolos marcados com suásticas nazistas, em uma fazendo no interior de São Paulo, o filme acompanha a investigação do historiador Sidney Aguilar e descoberta de um fato

assustador: durante os anos 1930, 50 meninos negros e mulatos foram levados de um orfanato no Rio de Janeiro para a fazenda onde os tijolos foram encontrados.

Sua cor bate na minha

Este documentário foi gravado nas terras da Invernada dos Negros, primeiro quilombo catarinense, localizado no município de Campos Novos. Remanescentes do quilombo, descendentes de escravos, falam sobre a divisão injusta das terras da Invernada, que privilegiou os fazendeiros do local.

A realidade de trabalhadoras domésticas negras e indígenas

Parte da série jornalística “Trabalho doméstico, trabalho decente”, este especial da ONU Brasil retrata a realidade de trabalhadoras domésticas negras e indígenas no Brasil, Bolívia, Guatemala e Paraguai, e a busca por direito, respeito e dignidade.

Vidas de Carolina

O vídeo conta a história de duas mulheres que sobrevivem da coleta de resíduos recicláveis. O documentário foi inspirado na vida da inusitada catadora de lixo e escritora da década de 40, Carolina Maria de Jesus.

Ninguém nasce assim

Documentário realizado por jovens no final de 2014 discute se o “racismo é que nasce com o ser humano ou é uma construção histórico-social”. A ideia do vídeo nasceu a partir de um fato de discriminação racial ocorrido no Colégio Pedro II, Campus Humaitá II, no Rio de Janeiro.

Outros documentários importantes sobre o tema: Raça humana; O negro no Brasil; The Colour of Money – A história do racismo e da escravidão; Chacinas nas periferias

 

Músicas:

Tributo a Martin Luther King – Wilson Simonal

É uma música sobre a importância de reconhecer o antepassado e a luta deles, como Luther King e o próprio Simonal, que compôs essa música para o filho Simoninha.

Racistas otários - Racionais Mc’s

A música fala do racismo policial, social, político e econômico. Racionais é um dos grupos mais engajados nessa causa social.

A mão da Limpeza – Gilberto Gil

A música aborda a questão do ditado racista “negro quando não suja na entrada, suja na saída”. Gilberto também uma engajada em aspectos sociais.

Sorriso Negro – Dona Ivone Lara

Dona Ivone Lara é uma cantara e compositora bastante representativa e, nesta canção, consegue transmitir a mensagem com precisão a todos aqueles que a ouvem. É uma mensagem passada com carisma e excelência.

Outras músicas importantes sobre o tema: Gerson King Combo; O canto das 3 raças; Negro drama; Alma negra

 

Artistas e músicos que são referência sobre o tema:

Músicos: Emicida, Criolo, Karol Konka, Liniker, Valéria Houston, Carlinhos Brown, Iza, Rico Dasalam, Rael, Drik Barbosa, Ludmilla, Rincon Sapiência.

Artistas plásticos: Maria Auxiliadora, Wilson Tibério, Estevão Silva, Njideka Akunyili Crosby, Dalton Paula, Maxwell Andrade, Annie Tolliver, Amy Sherald, Jack Whitten, Lois Mailou Jones, Kerry James Marshal, Jean-Michel Basquiat, Mickalene Thomas, Chris Clark.

 

Curiosidades e fatos:

-> Segundo o Censo de 2015, 54% da população brasileira é negra ou parda.

-> Em 2020, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) registrou a maior participação negra até agora: foram 276.091 registros, o que representa 49,94% dos candidatos.

-> O Mapa da Violência de 2020 apresentou um aumento de 11,5% no número de homicídios de pessoas negras este ano.

-> De acordo com o “Relatório de Desigualdades Sociais por Cor ou Raça no Brasil”, os negros ocupam menos de 30% dos cargos de liderança no mercado.

 

Ainda realizamos duas palestras, nos dias 17 e 20, para abordar temas complementares. Na primeira, o tópico “Ditos e Ditados: a minha fala é preconceituosa?” explorou que em nossa linguagem muitas vezes estão presentes termos de discriminação e a desconstrução passa pelo combate a essas expressões.

No Dia da Consciência Negra, contamos com a presença de Rayhanna Fernandes, pesquisadora e consultora em Gestão de Riscos e Impactos aos Direitos Humanos, para falar sobre “Diversidade, Raças e Mercado de Trabalho”, trazendo um pouco da história e compreensão da diversidade racial-étnica do Brasil a partir da distribuição populacional no mercado de trabalho. Assim, podemos entender os desafios e realizar um combate efetivo para enfrentar essas questões.

Seguimos o nosso papel de elevar o cotidiano das pessoas por meio de nossos serviços e, também, de projetos e inclusões sociais, essenciais para o desenvolvimento da nossa sociedade. É assim que mudamos o mundo.

Busca Posts:

Posts Anteriores: